Combustíveis Fósseis no Distrito de Leiria: Petróleo e Gás Natural em Aljubarrota

Pedrosa, A.; Cordeiro, D.; Correia, P.; Jorge, A.; Pereira, J.; Pereira, M,

Palavra-chave: Petróleo, gás natural, Aljubarrota, Oceano Atlântico, Portugal.

O nosso trabalho remete-nos para um assunto bastante problemático nos dias que decorrem. Trata-se de escassez de recursos não renováveis como o petróleo e o gás natural. Tamanho foi o nosso espanto e entusiasmo ao descobrirmos que, bem perto de nós, poderão existir reservas naturais destes recursos, o que nos levou a escolher este tema. Em meados do século XX ocorreu uma intensa exploração de carvão. O carvão de baixa qualidade era usado para a produção de energia, gerado na Central termoeléctrica de Porto de Mós. Infelizmente a escassez deste recurso, após 200 anos de extracção, a exploração terminou. O carvão de alta qualidade era usado pela cimenteira Maceira/Leiria através do caminho-de-ferro Minério do Lena, em 1924.

Aljubarrota poderá ter gás natural suficiente para merecer exploração. Aquando da realização de vários trabalhos de pesquisa na zona de Aljubarrota, foi encontrado gás natural, mas a falta de pressão e a existência de água misturada com o próprio gás foram alguns dos problemas encontrados pelos responsáveis de pesquisa, o que os levou a concluir que a exploração comercial não era viável naquele local e nas unidades geológicas atravessadas pela sondagem então efectuada. Porém, esta pesquisa em concreto não afasta a possibilidade de existirem reservatórios com interesse comercial, como outros métodos de pesquisa indicam (p. e. geofísica com métodos sísmicos). Aliás, tal é bem possível atendendo à geologia da região e ao enquadramento desta em toda a história do Planeta, em particular quando a costa leste do Canadá estava colada ao que é hoje a Península Ibérica. Parte do subsolo das duas partes, formado durante a abertura do Atlântico e agora separado, é comum. Tal leva a concluir que se na costa Canadiana existem estes recursos naturais economicamente exploráveis, existe uma forte potencialidade de, em Portugal, também existirem, embora ainda não descobertos. Portugal poderia, assim, aliviar um pouco a sua dependência energética, visto que importa mais de 80% dos produtos que consome.

As principais razões pelo facto de que as primeiras perfurações em Aljubarrota de petróleo foram abandonadas, foram devido aos custos elevados, serem economicamente não viáveis e o seu custo por barril era muito baixo. Actualmente existirão no futuro novas prospecções em decurso a cargo das empresas Mohave Oil e Dualex Energy. Sobre o gás natural, as suas primeiras perfurações também foram abandonadas devido a falta de pressão e a existência de água misturada com o gás. Actualmente, após realizadas 5 prospecções suspeita-se que a jazida seja uma das maiores a nível europeu (6,56 triliões de m3). Por consequente, a exploração destes recursos provoca impactes no ambiente, ao nível da qualidade das águas superficiais e subterrâneas; ao nível da produção de resíduos, designadamente lamas contaminadas por hidrocarbonetos; riscos ambientais e tecnológicos e impactes sociais diversos. Para que se evitem estes efeitos é necessário a sensibilidade ecológica e hidrogeológica das zonas previsivelmente afectadas; a existência, por parte do Estado, de cuidados indispensáveis; reconhecer o tipo de jazidas em presença; as tecnologias de extracção e tratamento do gás envolvidas e a localização e extensão de eventuais pipelines para ligação à rede de gás natural existente.

Bibliografia:

http://forumdefesa.com/forum/viewtopic.php?p=98636&sid=093dbc9e7af97be799c2871e92841784
http://salteadoresdaarca.blogs.sapo.pt/16473.html
http://aljubarrota.spaces.live.com/blog/
http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/edicion_impresa/empresas/pt/desarrollo/678277.html
http://dn.sapo.pt/2007/04/19/economia/mais_milhoes_para_petroleo_portugal.html
http://jn.sapo.pt/2007/11/28/ultimas/Prospec_o_de_g_s_natural_em_.html

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