A Importância das Penínsulas Europeias na Conservação da Biodiversidade

Malhado, A.; Coelho, B.; Silva, F.; Virgílio, R.

Palavras-Chave: Penínsulas Europeias; Alterações climáticas; Biodiversidade; Filogeografia; Geosfera.

Na disciplina de Biologia e Geologia é estudada a evolução biológica dos organismos, sendo o ambiente o motor dessa evolução. As rochas que constituem a Terra são o suporte físico que permite a Vida na Terra e consequentemente a sua evolução. O dinamismo do planeta, em especial a tectónica de placas, possibilitou a existência da enorme variedade de formas que se adaptaram aos mais diversos ambientes.

As alterações climáticas constituem o principal factor potenciador da distribuição das espécies. As alterações climáticas envolvidas nos processos de glaciação e de interglaciação fazem parte da dinâmica da Geosfera e da Atmosfera, condicionando a distribuição das espécies (Biosfera). Os efeitos bióticos das glaciações do Pleistoceno exemplificam como as mudanças climáticas influenciaram a distribuição das espécies induzindo contracções a sul e expansões a norte. Deste modo, o sul da Europa, nomeadamente as penínsulas Ibérica, Itálica e dos Balcãs representam refúgios que permitiram, por um lado, a sobrevivência de muitas espécies durante os períodos glaciais e, por outro, a zona de origem de muitas recolonizações pósglaciais.

Algumas das espécies que têm sido estudadas e que permitem estabelecer as rotas de recolonização após a glaciação, espécies essas provenientes das várias Penínsulas Europeias, são o gafanhoto (Chorthippus parallelus) [fig.1], o rato (Microtus agrestis) [fig.2], o sapo (Bufo calamita) [fig.3], o urso castanho (Ursus arctos) [fig.4], o ouriço-cacheiro (Erinaceus europaeus) [fig.5], e a borboleta (Polyommatus coridon) [fig.6].

Serão dados alguns exemplos de espécies que têm sido estudadas e que permitem estabelecer as rotas de recolonização após a glaciação, espécies essas provenientes das várias Penínsulas Europeias.

Existem diferentes modelos geográficos resultantes dos processos de expansão que diferem nas capacidades de dispersão e nas necessidades ecológicas de cada espécie, pelo que a diversidade genética das espécies pode ser utilizada para reconstituir histórias biogeográficas, estabelecendo-se a sua filogeografia.

Considerando as actuais penínsulas Europeias como “hot spots” de biodiversidade e tendo em conta a distribuição restrita de certas espécies (espécies endémicas) e o pequeno tamanho de muitas das populações, será importante alargar os esforços de conservação para um número crescente de espécies bastante susceptíveis à degradação ambiental antropomórfica, as quais ficarão impossibilitadas de se expandir e de evoluir ao longo dos próximos ciclos de idades do gelo.

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