Património Paleontológico do Jurássico Superior da Região de Alcobaça

Guilherme, J.; Alexandre, A.; Jesus, S.

Palavras-chave: Alcobaça; Jurássico Superior; Património paleontologico.

A área em estudo localiza-se no centro do país, no distrito de Leiria, concelho de Alcobaça, na freguesia da Vestiaria. A folha 26-B (Alcobaça) circunda parte da faixa litoral que se prolonga entre a Serra dos Candeeiros e o mar. Tem como limites: a Norte, Marinha Grande, a Este, Porto de Mós e a Sul pelas Caldas da Rainha.(fig.1)

Na região de Alcobaça evidenciam-se varias zonas morfo-estruturais com características distintas, com destaque para: (1) o vale tifónico, orlado em grande extensão por afloramento do Jurássico e cujo fundo se encontra coberto, na sua maior parte, por depósitos Pliocénicos, aluviais e subaéreos recentes; (2) o Anticlinal da Serra dos Candeeiros e (3) o sinclinal que se estende entre o vale tifónico e a Serra dos Candeeiros, onde se desenvolve uma vasta mancha de Jurássico superior.

No seu enquadramento geológico existem duas manchas de terrenos jurássicos distintas:
→ J3-4 . Jurássico Superior Indiferenciado
→ J3c . Lusitano Superior (Quimeridgiano-Titoniano)

No Jurássico Superior Indiferenciado estão associados os Grés superiores com vegetais e dinossáurios; o Complexo de grés e de argilas de diferentes cores – acinzentadas, azuladas, arroxeadas, avermelhadas e amareladas – sem macrofósseis marinhos. Nestes complexos tem-se evidenciado restos de vegetais e dinossáurios e, perto da região de Alcobaça, foi assinalada a presença de Apatosaurus alenquerensis e de Brachiosaurus atalaiensis.

Imediatamente no Lusitano Superior, surge a mancha designada como “Camadas de Alcobaça”, as quais emergem a Sul do paralelo da Nazaré em três conjuntos de alinhamentos de orientação dominante Sudoeste e Noroeste, dois deles acompanhando os flancos do vale tifónico e o terceiro localizado na encosta oeste da Serra de Candeeiros. Estas foram consideradas como representativas das fácies litoral salobra e continental equivalentes as “Camadas de Abadia”, incluído partes das “Camadas com Lima peudo-alternicosta”. Aqui estão evidenciados calcários mais ou menos margosos, por vezes oolíticos ou pisolíticos, margas e grés. (Franca & Zbyszewski, 1963)

No flanco oriental do vale tifónico, estas camadas estão caracterizadas por uma faixa estreita e descontinua de afloramentos. A partir do Bárrio, o afloramento alarga e fugindo da sua orientação dominante, desvia para Este, acompanhando o contorno do diapiro, desaparecendo a Sul de Fervença, sob os “Grés Superiores”.

Neste local foram encontrados fósseis de equinodermes, corais, braquiópodes, bivalves, cnidários e gastrópodes, evidenciando antigos meios marinhos de plataforma interna, pouco profundos e com bioconstruções recifais. (Figura 2 a 10).

Bibliografia:

J C França & G. Zbyszewski (1963)  NOTÍCIA EXPLICATIVA DA FOLHA 26-B – ALCOBAÇA– Serviços Geológicos de Portugal.
H Gee, C Fitzsimons & S Mc Cormick -1997 – PEQUENOS GUIAS DA NATUREZA – FÓSSEIS – Plátano Edições Técnicas.

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Comments
2 Responses to “Património Paleontológico do Jurássico Superior da Região de Alcobaça”
  1. rita diz:

    eu tenho um ovo de dinossauro em casa e tenho uma casa onde existem várias trigonias.

  2. Vasco Ribeiro diz:

    Gostava de o ver e também as trigonias.

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