Focos de poluição na baía de S. Martinho do Porto

Marcelino, S.; Brito, D.; Carreira, C.; Carreira, J.; Garcia, J.; Mendes, R.; Pereira, H.

Palavras-chave: Poluição da Água e Baía de S. Martinho do Porto.

A Baía de São Martinho é uma porção de mar no interior do continente, em forma de concha, que se localiza no litoral de Portugal continental, no distrito de Leiria, concelho de Alcobaça e freguesia de São Martinho do Porto. As várias alternativas associadas ao desporto e lazer fazem desta Baía um importante destino de férias. A apanha de algas, na Baía, para fins comerciais, tem tido alguma importância do ponto de vista económico. Estas são utilizadas na produção de medicamentos e substâncias alimentares. Se em tempos a actividade piscatória, na Baía, era uma fonte de rendimento, hoje pesca-se por lazer.

Com o nosso trabalho pretendemos averiguar quais os focos de poluição e demonstrar os factores que contribuem para a poluição da Baía de S. Martinho do Porto.

As principais causas da poluição da Baía são os efluentes das suiniculturas da região, descargas de unidades industriais, actividade agrícola e a actividade humana, decorrente da utilização da Baía para fins de lazer. Estes factores levantam uma grande preocupação no sentido em que comprometem a qualidade da água, pondo em causa a diversidade das espécies, nomeadamente as autóctones. Além disso, estas causas podem comprometer a procura turística da região.

Foram realizadas visitas locais e inquiridas algumas entidades da região, no sentido de averiguar as actuais preocupações a nível de poluição. Fomos informados de que a pesca já não afecta a Baía, uma vez que é actualmente praticada por poucos. Actualmente, o maior foco de poluição é devido às descargas dos efluentes efectuadas a cerca de 2 a 3 km para lá da Baía, provenientes das suiniculturas. Estes ainda são descarregados directamente para o rio que desagua na Baía. No entanto, na ETAR, fomos informados de que as descargas são para lá da Baía. As águas residuais chegadas à ETAR sofrem um tratamento biológico por Lamas Activadas, em arejamento prolongado, seguido de uma etapa final de desinfecção, por radiação ultravioleta. Percebeu-se, também, que um dos principais focos de poluição está prestes a ser resolvido – o Tratamento de Efluentes das Suiniculturas da região. Este problema irá ser ultrapassado com a finalização da construção de uma Estação de Pré-tratamento de Efluentes de Suinicultura (ETES). S. Martinho já dispõe de uma ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais) para o tratamento das águas residuais resultantes do saneamento da região, o que veio melhorar a qualidade da água da Baía.

Assim, concluiu-se que a melhoria da qualidade da água, desde a entrada em funcionamento da ETAR, trouxe de volta algumas espécies marinhas que por problemas de poluição tinham migrado da Baía. Quanto à recolha de algas, para fins industriais, esta faz-se essencialmente entre Julho e Novembro. Este factor, pode trazer alguma poluição visual, uma vez que a água ao ser remexida solta as algas e as areias, fazendo com que estas dêem, posteriormente, à costa, trazendo cheiros menos agradáveis para os veraneantes (Figura 2).

Agradecimentos: Colaboração da Junta de Freguesia de S. Martinho do Porto e das Águas do Oeste.


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