Como Circula a Água no Maciço Calcário Estremenho?

Malhado, A.; Amado, J.; Fernandes, A.; Figueiredo, R.

Palavras-chave: Maciço Calcário Estremenho, Água, Desenvolvimento Sustentável, Modelado Cársico

Partindo dos conteúdos explorados em Biologia e Geologia: “A Terra e os seus subsistemas em interacção” e “ As rochas, arquivos que relatam a história da Terra”, o trabalho compreende o estudo da circulação da água no Maciço Calcário Estremenho.

O Maciço Calcário Estremenho está localizado no Centro de Portugal, a cerca de 20Km do Oceano Atlântico e possui uma altitude máxima de 680m. A região em estudo é reconhecida não só pela dimensão dos seus afloramentos calcários,  mas sobretudo por serem os mais significativos do país,  o que levou  à protecção desta área em 1979, constituindo-se o Parque Nacional das Serras de Aire e Candeeiros. A área abrange cerca de 38900 hectares, distribuídos por Alcobaça, Porto de Mós, e Batalha no distrito de Leiria; Alcanena, Ourém, Rio Maior, Santarém e Torres Novas no distrito de Santarém. O Maciço Calcário Estremenho está localizado no Centro de Portugal, a cerca de 20km do Oceano Atlântico e possui uma altitude máxima de 680m. Estende-se por parte dos distritos de Leiria e Santarém.

O Anfiteatro natural da Fórnea tem na sua origem e modelado factores complexos, de natureza cársica, estando dependentes de processos estruturais (litológicos e tectónicos), contribuindo para o modelado os fenómenos de erosão que remontam a períodos mais frios que o actual. Também os lapiás, considerados formas cársicas de dimensão mais reduzida, são os que melhor evidenciam a existência de processos de dissolução à superfície, combinados com a acção dos seres vivos (fig. 3).

As fracturas existentes no maciço são responsáveis pela infiltração contínua da água no subsolo e pela sua escassez à superfície. Durante milhões de anos a água tem modelado a rocha e dessa meteorização, física e química, resultaram formas calcárias características como grutas, algares, lapiás, dolinas, entre outras.

Com a escassez de água gerada à superfície, as pessoas tiveram necessidade de criar métodos que permitissem o aproveitamento da água para consumo e agricultura, tendo, para isso, utilizado reservatórios capazes de armazenar alguma da água superficial.

A carência de recursos hídricos condicionou o desenvolvimento da vida das populações que habitam as Serras de Aire e Candeeiros. Essa escassez de água deve-se às particularidades do Maciço  Calcário. A água exerce  uma acção quer à superfície, quer subterraneamente possibilitando a formação de fenómenos característicos do modelado cársico, tão bem representado na região analisada.

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Bibliografia:

Maduro, A.V. (1997). O problema da Água na Serra dos Candeeiros. Alcobaniana. Edição Adepa. Alcobaça. 71 pp.
Martins, A.F. (1949). Maciço  Calcário Estremenho. Contribuição para um estudo de Geografia Física. Coimbra. 138, 139pp.
Rodrigues, M.L. (2007). Glossário ilustrado de termos Cársicos. Edições Colibri.88, 89, 105 -112 pp.
http://www.freguesia-serroventoso.pt/index.php?option=com_content&view=category&layout=blog&id=40&Itemid=68,  disponível  em 18 de Janeiro 2010.
https://mesozoico.wordpress.com/2009/05/21/influencia-geomorfologica-do-macico-calcario-estremenho-na-distribuicao-da-vegetacao/, disponível em 25 de Janeiro de 2010.
http://www.grutasalvados.com/website/enquadra.htm, disponível em 18 de Janeiro de 2010.
http://www.aesintra.org/NovasPaginas/Artigos/Artigo0077.pdf, disponível  em 25 de Janeiro de 2010 .

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