O outro lado do vidro

Fig.1 - Moldagem de uma gota de vidro

Malhado, A. S.; Amado, J. R.; Carvalho, C. J.; Lourenço, P. M.; Raposo, V. R.; Rosa, M. F.

O trabalho pretendeu integrar conhecimentos relacionados com os recursos minerais utilizados no fabrico do vidro e estabelecer a relação entre a indústria extractiva e a indústria transformadora.

Segundo muitos autores o primeiro fabrico de vidro terá acontecido no Egipto, por volta do ano de 1580 a.C.

Actualmente o vidro constitui um produto sofisticado, exigindo uma tecnologia moderna para garantir uma produção eficaz cada vez mais rápida e económica.

O vidro obtém-se por fusão, a cerca de 1250ºC, de dióxido de silício/sílica, (SiO2), carbonato de sódio (NaCO3) e carbonato de cálcio (CaCO3), entre outros.

A matéria prima em maior percentagem na mistura a fundir é a areia siliciosa. A areia constitui uma rocha sedimentar detrítica móvel, que apresenta geralmente na sua composição química uma elevada percentagem de dióxido de silício. O vidro obtém-se por fusão dessa matéria prima com aditivos, seguida de um abaixamento de temperatura, tomando nessa altura um aspecto viscoso. É a partir dessa matéria viscosa que o vidro é moldado (figura 1) obtendo-se o objecto pretendido. Para o fabrico do cristal é adicionado óxido de chumbo à composição do vidro obtendo-se um produto transparente e com mais brilho.

Realizou-se uma visita de estudo a uma indústria vidreira com história, a Atlantis – Alcobaça, que produz, actualmente, peças em vidro (figura 2) e cristal. O museu da Atlantis apresenta, em retrospectiva, uma breve história do fabrico do vidro (figura 3) e do cristal e na fábrica pode-se tomar contacto com o seu processo de produção (figuras 4 e 5).

A visita à fábrica Atlantis possibilitou observar o fabrico de peças de vidro e cristal, de modo manual ou a partir de moldes, em cores ou em branco, com lapidações simples.

O vidro tem as mais variadas utilizações e permite um processo de reciclagem que poupa recursos e energia. Por outro lado, embora se trate de um material inerte e pouco nocivo directamente para o meio ambiente, o seu tempo de permanência no meio é indeterminado, tornando-se fundamental a consciencialização para a importância da sua reciclagem.

Bibliografia

http://www.vistaalegreatlantis.com/contents.aspx/40/Hist%C3%B3ria/, disponível em 24 de Fevereiro de 2011.
http://www.usp.br/fau/deptecnologia/docs/bancovidros/prodvidro.htm, disponível em 24 de Fevereiro de 2011.
http://espr.ccems.pt/vidro/aparecimento.htm, disponível em 24 de Fevereiro de 2011.
http://www.infopedia.pt/$vidro, disponível em 26 de Fevereiro de 2011.

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