Perigosidade Geológica das Arribas de S. Martinho do Porto

3 - Arriba na vertente Oeste de São Martinho do Porto.

Guilherme, J.; Silva, L.; Jorge, R.

A freguesia de S. Martinho do Porto situa-se na Estremadura Portuguesa, aproximadamente a 39º 30’ 45’’ N e 9º 08’ 25’’ W. Encontra-se inserida no concelho de Alcobaça, sendo freguesias limítrofes a norte a Pederneira, a este Alfeizerão, a sul Salir do Porto e a leste o Oceano Atlântico.
Geologicamente, a arriba de São Martinho do Porto está cortada no flanco W do vale tifónico das Caldas da Rainha, constituído por terrenos do Jurássico Superior. Este flanco forma o bordo do acidente diapírico (falha das Caldas da Rainha), contactando inferiormente com as formações do Hetangiano. Está formado por intercalações de margas e de grés que transitam superiormente a séries detríticas, gradualmente mais espessas.
Os movimentos de vertente que ocorrem na vertente W de São Martinho do Porto são desabamentos e deslizamentos. O desabamento define-se por uma deslocação de solo ou de rocha a partir de um abrupto, ao longo de uma superfície onde os movimentos tangenciais são nulos ou reduzidos. O material desloca-se predominantemente pelo ar, por queda, saltação ou rolamento. Trata-se de um movimento de massa brusco, caracterizado por uma elevada velocidade, em relação com a queda livre que ocorre pelo menos em parte da deslocação. O deslizamento define-se como um “movimento de solo ou rocha que ocorre dominantemente ao longo de planos de ruptura ou de zonas relativamente estreitas, alvo de intensa deformação tangencial. A massa deslocada durante o movimento permanece em contacto com o material subjacente não afectado, apresentando graus de deformação bastante variáveis, consoante o tipo de deslizamento.
Estes movimentos colocam em perigo bens, nomeadamente habitações, situadas na base da vertente. É um fenómeno de longa duração, acentuado pelos agentes erosivos que vão desagregando os materiais.
Como medidas de prevenção propomos a colocação de uma malha de protecção, a proibição de construção no topo da arriba, definição de uma zona de segurança no topo e na base da arriba de modo a proteger a actividade antrópica. No entanto, para a protecção de gerações futuras, devem ser definidas regras de ordenamento territorial de modo a impedir o aumento da actividade antrópica nestas zonas de risco.

Bibliografia

Falcão Neves, Paula. (2004) O ensaio de durabilidade como indicador expedito da estabilidade da superfície rochosa das arribas costeiras. 9º Congresso de Geotecnia. Aveiro.
Dias, Helder Baracho ; Faísca, João Amaro. (2000) Forte de Paimogo – consolidação das arribas. VII Congresso de Geotecnia. Porto.
Guilherme, J.; Marques, H.; Silva, F. (2010) Zonas de Perigosidade Geológica na Cidade de Leiria. Instituto Educativo do Juncal. https://mesozoico.wordpress.comGuilherme, J.; Marques, H.; Silva, F. (2010) Zonas de Perigosidade Geológica na Cidade de Leiria. Instituto Educativo do Juncal. https://mesozoico.wordpress.com

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