Angiospérmicas juncalenses: Um antigo jardim à beira mar

Guilherme, J.; Maria, J.C.; Silva, D.

Vale d’Água localiza-se no distrito de Leiria, concelho de Porto de Mós, freguesia do Juncal (figura 2 e3) a Este do Juncal numa região com um número elevado de antigas explorações de argila inactivas e/ou abandonadas. Geologicamente, a zona em estudo encontra-se no sinclinal Alpedriz-Porto Carro, com orientação E-W, constituído por três unidades de idade Jurássico Superior, Cretácico Inferior e Cretácico Superior. As Angiospérmicas em estudo encontram-se na Formação de Figueira da Foz, essencialmente do Cretácico Inferior (figura 1). O tecto da formação na zona corresponde ao Cretácico Superior, constituído por uma alternância de calcários margosos e margas, com bancadas de calcários compactos. O muro corresponde ao Jurássico Superior, que é constituído por grés e argilas. Genericamente, as camadas do Cretácico Português têm um elevado conteúdo fossilífero, nomeadamente fósseis de sementes e pólenes de angiospérmicas, perfeitamente fossilizados devido ás características do terreno envolvente, principalmente argilas (figuras 4 a 11). Estes fósseis são uma importante descoberta para o estudo do desenvolvimento destas plantas, uma vez que, de entre as mais antigas, são das melhor preservadas e constituem das jazidas mais ricas no planeta. Notável é o facto de, muito cedo após o seu aparecimento, as angiospérmicas terem tido uma grande diversificação, tornando-se o grupo vegetal dominante, como acontece ainda hoje..Darwin considerava um “mistério abominável” o aparecimento repentino das angiospérmicas no registo fóssil. A descoberta de estruturas reprodutivas de angiospérmicas bem preservadas forneceram novos dados para compreender a relações sistemáticas e biológicas das angiospérmicas nos vários níveis estratigráficos. A literatura científica sobre as angiospérmicas deste local, produzida pelos melhores especialistas nacionais e estrangeiros, tem sido muito produtiva. Embora a maior parte dos exemplares estejam ainda em classificação, há pelo menos uma nova espécie descrita: Monetianthus mirus (Ordem Nymphaelean).

Juncalenses Angiosperms: An old garden by the sea

Vale d’Água located in the district of Leiria, municipality of Porto de Mós, parish of Juncal, (picture 2 and 3) East of Juncal in a region with a large number of old workings of argil inactive and/or abandoned.
Geologically, relevant zone is in the syncline Alpedriz-Porto Carro, EW direction, consisting of three units of age Upper Jurassic, Lower Cretaceous and Upper Cretaceous. The Angiosperms are under study in the Formation of Figueira da Foz, primarily from the Lower Cretaceous (picture 1). The roof of the forming zone corresponds to the Upper Cretaceous comprising an alternation of lime marl and marl with benches lime compact. The wall corresponds to the Jurassic, which comprises sandstone and argil. Generally, the layers of Cretaceous Portuguese have a high fossil content, including fossil angiosperm pollen and seeds, perfectly fossilized due to the features of the surrounding land, especially argils (pictures 4 and 11). These fossils are an important finding for the study of development of these plants, since, among the oldest, are the best preserved and richest form of deposits on the planet. Noteworthy is the fact that, very soon after its appearance, the angiosperms have had a great diversification, becoming the dominant plant group, as still happens today .. Darwin considered an “abominable mystery” the sudden appearance of angiosperms in the fossil record. The discovery of angiosperm reproductive structures preserved provided new data to understand the biological and systematic relationships of angiosperms in the various stratigraphic levels. The scientific literature on angiosperms this site, produced by the best national and foreign experts, has been very productive. Although most copies are still in the classification, at least one new kind described:Monetianthus mirus (Ordem Nymphaelean).

 Bibliografia / Bibliography:

Friis, E.M., et al., Cretaceous diversification of angiosperms in the western part of the Iberian Peninsula, Review of Palaeobotany and Palynology (2009), doi:10.1016/j.revpalbo.2009.11.009

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