3 – Limite convergente oceano – oceano

  • Zona subducção ou também designado limite destrutivo
  • Como consequência do movimento convergente entre as placas, ocorre subducção da mais densa que normalmente corresponde á mais antiga.
  • A zona que sofre subdução é a primeira a sofrer metamorfismo devido aos elevados aumentos de pressão e temperatura.
  • Devido à fusão parcial da placa que subducta a partir de uma profundidade aproximada de 100 km, provoca a formação de um magma de baixa densidade que ascende e mais tarde leva à formação de arcos insulares.
  • Desta ascensão resulta a formação de uma cadeia vulcânica com forma arqueada paralelamente ao limite de placas convergente.
  • Com a formação desta cadeia vulcânica e resultado do mesma ocorre a formação de uma estreita e profunda fossa oceânica (que delimita as placas).
  • Fossas estas que são formadas pela fricção produzida pela placa subductada ao arrastar para baixo a extremidade da placa sobrejacente.
  • Neste limite de subducção ocorrem frequentes sismos com epicentros mais profundos à medida que se avança em direcção à placa sobrejacente.
  • O vulcanismo que se forma nesta zona é de tipo efusivo devido á fusão da placa que subducta, por factores como o aumento da temperatura e pressão com o aumento da profundidade.
  • Os andesitos são a rocha típica do vulcanismo associado às regiões de subducção , em especial aos arcos insulares .
  • Os arcos vulcânicos intra-oceânicos estão associados, muitas vezes, a cordilheiras submarinas, que lhes são paralelas e que resultam tanto de acumulações de produtos sedimentares como de arcos residuais.
  • Paralelamente ao alinhamento das ilhas ocorre a formação de uma grande fossa submarina (trench), que pode atingir mais de 10 000 km.

Exemplos:

  • O arquipélago de Tonga-Kermadec, a NE da Nova Zelândia é constituído por vulcões toleíticos e andesíticos, mais raramente riolíticos, associados a sedimentos vulcano-detríticos e calcários recifais eocénicos a quaternários. As ilhas de origem vulcânica são montanhosas, as de origem coralina são planas. As ilhas formam um arco vulcânico que se estende dosul, ao sudeste, norte e noroeste. Nos últimos anos ocorreram diversos processos geológicos ativos dentro desse arco, que originaram a formação de algumas novas ilhas, das quais apenas uma não se afundou entretanto.

  • As ilhas Marianas, entre o Japão e a Nova Guiné, são uma quinzena de ilhas análogas às precedentes. A fossa oceânica («trench»), bastante aberta, mostrando diversas falhas de tracção. Mas aí, a sedimentação é reduzida, apesar das rochas vulcânicas do arco contíguo à fossa aflorarem com abundância. Trata-se tipicamente de um dispositivo em distensão. Estas ilhas são um exemplo clássico de um arco vulcânico, uma cadeia de montanhas ou ilhas vulcânicas em arco, localizadas em zonas de subducção de placas tectónicas, neste caso, na região do Oceano Pacífico ocidental onde aPlaca do Pacífico se encontra com aPlaca das Filipinas.

  • As Pequenas Antilhas, como Guadalupe e Martinica representam um arco vulcânico cuja actividade começa, no Eocénico. São uma longa cadeia de ilhas dispostas ao longo da extremidade oriental do mar das Caraíbas, separando este mar do oceano Atlântico, começando a leste da ilha de Porto Rico, a norte e terminando ao largo da Venezuela, a sul. As Pequenas Antilhas são os picos de um arco de 18 vulcões com 700 km de extensão, que se encontram sobre a zona de subducção entre as placas tectónicas do Caribe e da América do Sul.

  • Os arquipélagos de Vanuatu (Novas Hébridas) e das Fiji. O arquipélago de Vanuatu consiste de 83 ilhas. Muitas das ilhas são montanhosas e de origem vulcânica. Existem vários vulcões ativos em Vanuatu, incluindo Lopevi, assim como vários outros submarinos. A atividade vulcânica é comum com um perigo sempre presente de uma grande erupção. O arquipélago das Fiji consiste de 322 ilhas, um terço das quais são desabitadas. As ilhas são montanhosas, com picos que se erguem aos 1.324 metros no monte Vitória.

Legendas
   Fig. 5
FO – Fossa de subducção;
AV – Arco vulcânico actual ( dividido em duas protuberãncias por uma pequena bacia intra- arco, estando uma delas inactiva. Não se pormenoriza, por falta de dados, a estrutura profunda deste arco, onde devem existir plutonitos granodioríticos);
BM – Bacia de retroarco das Marianas, talvez em expansão, se se verificar que se processa um fluxo de calor ligeiramente superior ao normal e alguma subida de basaltos toleíticos novos. A crosta oceânica inferior está a cinzento claro, o manto superior a cinzento escuro. Os números são os das velocidades (em Km/seg.).
O corte esquemático que está em baixo mostra a posição do arco actual (A3) em relação aos dois arcos residuais, que são a crista ocidental das Marianas, neogénica (A2) e a de Palau-Kyu Shu, neocretácica-paleogénica (A1). Estes arcos, actualmente inativos foram originados por um fenómeno de fragmentação que afecta muitas vezes as cristas intra-oceânicas, devido ao desenvolvimento de bacias «intra-arco».Fig. 6
No prisma de acreção produz-se deformação tanto ao longo das superfícies de descolamento sub-horizontais (D), como por empilhamento de pequenos anticlinais separados por falhas cavalgantes (A).Fig. 7

A – SW do Pacífico (Sg. Karig, simplificado, 1972).
Sistema das Marianas: WM – Marianas-Oeste; PK – Palau-Kyu Shu.
Sistema das Filipinas: Pa – Palawan; SU – Sulu; C – Celébes.
Sistema Ocidental Melanésico (WMel.): NB – New Britain; W – Woodlarck; PO – Polington; S – Salomon.
Sistema das Hébridas: V – Vanatu; F – Fidgi.
Sistema Tonga-Kermadec: LC – Lau-Colville.
B – Caraíbas: Arco de Aves (A) a Oeste das Pequenas Antilhas.

Fontes:

Debelmas, J & Mascle, G (2002) As grandes estruturas geológicas. Fundação Calouste Gulbenkien. Lisboa.
http://rusoares65.pbworks.com/w/page/14546262/Geologia%20e%20Filosofia
http://www.georoteiros.pt/georoteiros/Multimedia/Animacoes/mapa_actividade_placas.swf
http://www.infoescola.com/oceanografia/fossas-abissais/
http://domingos.home.sapo.pt/tect_placas_2.html
http://mundogeografico.sites.uol.com.br/geolo04.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Limite_convergente
http://domingos.home.sapo.pt/tect_placas_6.html
http://www.slideshare.net/sergiojluiz/tectonica-placas

Coordenador e autores.

Jorge Miguel Henriques Luís Guilherme – coordenador
Diogo Alexandre Santana Coelho
Pedro Miguel Santos Lourenço


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