5 – Limites divergente oceano-oceano

  • Resulta da separação de duas placas tectónicas devido às células de convecção de grandes dimensões existentes no manto que transportam grandes quantidades de material quente até próximo da superfície.
  • Estas lavas são provenientes do manto superior por descompressão rápida e fusão parcial associadas à sua subida rápida.
  • A chegada incessante do magma basáltico efetua-se no eixo do rifte, numa fossa relativamente estreita.
  • A quantidade de basalto que chega compensaria o afastamento. Todavia, sendo este afastamento incessante, a banda basáltica que se instala parte-se longitudinalmente e as duas metades afastam-se – acreção oceânica.
  • Se a velocidade média de acreção de uma dorsal for lenta, serão formados basaltos com fenocristais bem visíveis, o que indica que tiveram tempo de se individualizar em câmaras magmáticas situadas sob a dorsal.
  • Os basaltos das dorsais rápidas são pobres em fenocristais o que indica uma passagem muito breve na câmara magmática.
  • Assim, as encostas de cada um dos lados das dorsais são constituídas por bandas basálticas paralelas, facilmente referenciadas pelo seu próprio magnetismo, normal ou inverso. Estas bandas dispõem-se mais ou menos simetricamente em relação ao rifte, e são de idade cada vez mais antiga à medida que nos afastamos.
  • As emissões são essencialmente fissurais dando rolos mais ou menos digitados ou em forma de almofada.
  • Não há explosões nem projeções, a fase gasosa permanece dissolvida no magma, devido à enorme pressão que se exerce sobre a lava.
  • Em certas dorsais pode-se encontrar, contudo, escoadas basálticas normais, planas, que podem cobrir grandes superfícies colmatando as bacias topográficas.
  • A velocidade de expansão ao longo das dorsais não é uniforme e em zonas em que os blocos se deslocam com velocidades diferentes, ocorrem grandes falhas transformantes activas perpendiculares ao eixo da dorsal. O rifte é limitado por falhas normais e de distensão que originam frequentemente sismos.
    Neste tipo de fronteiros têm origem, principalmente, sismos superficiais.

Exemplos:

Dorsal Meso-Atlântica

  • É a maior cordilheira submarina e vai desde a Islândia até à Antártida.
  • Tem uma largura de 1000 a 2000 km.
  • Alguns picos atingem a superfície dando ilhas vulcânicas constituídas por basaltos toleíticos como é o caso dos Açores e da Islândia.
  • Separa a placa norte-americana  da placa eurasiana no Atlântico Norte. No Atlântico Sul, separa a Placa Sul-Americana da Placa Africana.
  • O ponto quente que terá dado início à formação a esta dorsal situa-se atualmente sob a Islândia.
  • Expansão lenta.

Dorsal do Pacífico sul

  • É balizada pela ilha da Páscoa.
  • Difere das cordilheiras do Atlantico e do Índico pela ausência de rifte.
  • Expansão rápida.

Golfo de Adem

  • Golfo oceânico na zona da dorsal do oceâno índico.
  • Começou a formar-se há 35 milhões de anos
  • Continua a alargar à medida que a Arábia deriva para nordeste , afastando-se da África.

Golfo da Gasconha

  • Localiza-se entre a margem continental sul-armoricana e a da costa norte-espanhola.
  • A sua abertura concluiu-se no Cretácico superior.
  • Possui bordos muito dissimétricos mas com bandas de anomalias magnéticas.
  • Possui uma profundidade máxima de 4735 m e uma área de aproximadamente 223 000 km².
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